quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ACHADO

Achado de hoje, frases que falam por mim (trecho do filme O Divã):

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia"

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eu queria...

Pintar o cabelo de laranja, colocar dreadlocks no cabelo loiro, pintar a unha de azul, tocar bateria, ter uma banda de rock, surfar de long bord e não ser assim... "tão certinha, tão patricinha, tão já passei dessa fase," tão com tantas coisas pra fazer e ser tão “porra-louca” quanto eu acho que merecia.

Ter mais tempo que o meu relógio, ser filha de socialite, fazer trabalho social e marketing ambiental, ah como eu queria...militar contra a política do país, ter mais altura, menos frescura, todos os amigos por perto, guardar pessoas e momentos em caixinhas, pensar mais antes de agir, ser mais sociável, menos autoritária...
Queria comprar bebês na farmácia e devolve-los após os 5 anos de idade, testar antes para saber se eu quero, pedir a garantia do ex namorado com defeito, juntar as qualidades de um e de outro, bater tudo no liquidificador e peneirar todos os defeitos. Queria o que é casado solteiro e as viagens por teletransportador.

Queria morar em Brasília e ter Salvador como quintal de casa, Rio de janeiro como vizinha e São Paulo como interior. Acordar com sol todos os dias e pedir chuva na hora de dormir. Queria mesmo é a tal lampada do Alladin....

Por Paula Tubino

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A MORTE

A Fortaleza procura a armadura e não encontra. Despiu-se desta peça. Perdeu os medos e a racionalidade. Agora sente as conseqüências da doação mais sincera dos últimos anos. Ainda vê os sorrisos mais lindos, o óculos embaçado, o beijo que ensurdece, as frases soltas, a lágrima que caiu, o cd que não ouviu e a despedida que não houve...soma de momentos bons, como outros tantos, mas estes sem a dita armadura.
A Fortaleza sente a fraqueza que vai além do que pode suportar. A ferida fica em carne viva cada vez que abre o assunto. O analista puxa e não consegue estancar em 50 minutos de sessão o sangramento da falta de proteção. Ela entra no carro e vive um momento só dela. Pensa, corre, pensa, chora, sangra.
Assim, sem armadura e desprotegida dizem que ela fica incrivelmente mais bela, ela acredita. Usa as armas infalíveis. Veste a roupa mais linda, faz a maquiagem mais caprichada e sai. É seguida por olhares estonteantes, sente o brilho aceso novamente e diz não a quem se aproxima. Com seu lado mais antipático e sublime procura o que não quer ver e sente medo dessa aproximação.
De repente a dona das soluções, aquela a quem todos recorrem , estava vulnerável e como sempre, não sabe pedir ajuda. Recorre a academia, aos agitos, a agenda. O paliativo funciona bem por horas, incha o ego e a auto estima transborda, mas não é remédio, nem antídoto. Busca o alinhamento dos chakras, a terapia de florais e nas furadinhas da acupuntura a solução que não encontra na farmácia nem em lugar algum. Enquanto espera o atendimento ela escreve num pedaço de papel:
“Você morre um pouquinho todo dia. Leva um pouco do meu melhor junto com você, dilacera cada vez que algo remete a você ou que alguém abre a ferida. Dói saber que você perdeu uma grande história e dói muito mais saber que eu deixei de protagonizar nela. Dói ainda mais saber que doeu pra você. É a perda, é a morte e eu não sei bem lidar com isso, cheguei nesse mundo pra ganhar e sei que vou vencer é que a dor da morte é muito viceral pra quem perdeu a lata de proteção”.
Mesmo com ápices e nuances totalmente dicotômicas ela segue a sua busca incessante pela lataria velha de aço. A vestimenta está entre os destroços do caminho. Recolhe uns pedaços aqui, outros acolá. Compra cola e questiona se volta mesmo a ser a Fortaleza Real ou se vive melhor em carne e osso.

Por Paula Tubino

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

EU

por Paula Tubino

Acordo, viro, levanto, escolho, visto, saio, dirijo, canto, encanto mais que canto, canto mesmo assim. Leio, escrevo, edito, ligo, falo, penso, argumento, não desisto fácil assim. Almoço, socorro, corro, quase morro. Malho, ligo, atendo, dispenso, começo, termino, termino-e-começo, escuto, entendo, tento, esqueço. Chego, subo, desço, desligo e desapareço. Viajo, compro, compro, gasto, pago, esqueço, conto um conto e amo. Aprendo, ensino, beijo, falo, falo, falo... fujo. Brinco, brigo, busco abrigo e desisto. Insisto. Tento, pulo, ando, vejo, sinto e vivo. Vivo, vivo, vivo, vivo...

VOTE NA DILMA !

Por Arnaldo Jabor

As promoções da época!
Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.
Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.
Não pense que a promoção termina aqui.
Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.
Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S. Paulo.
Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.
E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.
Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.



Tudo isto e muito mais! TSE retira comentário do Arnaldo Jabor do Site da CBN
Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:
'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

EU ODEIO DIVIDIR A CONTA

Por Paula Tubino

Não se trata de um ato de oportunismo, ou dependência, mas é que dividir a conta é feio mesmo, desencantador e anti-româtico. Prefiro pagar sozinha as vezes, mas dividir e triste!

Não tenho paciência nem pra dividir compras nas faturas do meu cartao e ainda tem gente que depois do jantar pega o celular pra contabilizar até os centavos. Desculpa, mas é que nao vai dar pra eu falar nem meu sobrenome assim. Peço o divórcio antes de descobrir o telefone.

Já que vivemos numa falsa sociedade com direitos iguais e, eu não sou nenhuma coitada, euquebro o galho e pago a próxima. Ou pago essa, mas sem cara de interrogação pro meu lado ta?!

Seja no lugar que for e a quantidade de dígitos que tiver, a hora da conta é constrangedora e nem é pelo valor, mas pelo impasse que fica. Tem gente que nunca divide, outros dividem até os milesimos de centavos e catam moedas, existem os que nunca deixam voce abrir a carteira e os que se ofendem na menor mençao de pegar a bolsa. Tem ainda as que já saem sem bolsa, logicamente sem a menor pretensao de entar no raxa. O pior de todos é aquele que “paga o que consumiu” e sempre esquece que consumiu o dobro.

O que fazer nessa hora também é um grande impasse. É melhor sugerir a divisão cretina ou se fazer de desentendida quando o garcon chega na mesa com a notinha xarope? Tem gente que vai ao banheiro, outras olham para o lado… Em bar é até engraçado de observar as attitudes, normalmente de casais que ainda estão se conhecendo.

Por via das dúvidas e, por não saber qual a melhor forma de me portar neste momento, não sigo regras, vai de acordo com o que percebo, com a situação. Normalmente sugiro dividir. Fazer o que ne?! Mundo moderno é assim, a gente nao sabe se coloca a mao no bolso ou se arruma o cabelo na hora.



PARA FACILITAR – Alguns sistemas já promovem a divisão pelo número de pessoas, mas logicamente que os restaurants mais sofisticados jamasi cometeriam esta gafe. Entre amigos ainda é mais aceitavel que entre casais, mas mesmo assim, faz uma conta rapida de cabeça, pede logo a máquina do visa e liquida com o assunto.

O GUARDADOR DE CALCINHAS

O apartamento era dividido entre dois amigos. Não existiam muitas regras. Namoradas eram bem vindas, conhecidas e desconhecidas também. 3h da manhã, o casal de namorados dormiria por lá e o amigo Manel também. Ao colocar a chave na fechadura ouve-se passos rápidos e percebe-se vultos que fecham a porta de um dos quartos. Nada muito anormal por ali. O amigo resolve dormir pelo sofá mesmo e o casal se retira para o quarto. Na sala o sujeito pegou no sono e foi acordado por um cutucão. Ao virar, uma moça que vestia um longo vermelho, um tanto quanto descabelada e totalmente desconhecida disse: - Levanta ai pra eu pegar a calcinha que está embaixo de você?! A moça vai ao banheiro, veste a peça e bate a porta. Ela estava no quarto ao lado, com o dono da casa, que correu para o quarto ao ouvir o barulho da maçaneta. O guardador de calcinhas checa que não existe nenhuma outra peça por ali e segue seu sono.