Por Paula Tubino
Se sintonia bastasse, estava selado o elo, mas a conversa parece não ter fim quando um aborda a temática pelo emocional e outro responde pelo racional. Não se trata de um romantismo exagerado pela vida, é apenas uma forma mais humana de perceber as coisas. Não basta ser especial, tem que querer as mesmas coisas, estar disposto a viver novamente, a se entregar para uma nova história. O emocional não briga com o racional, é complemento e pode ser assertivamente utilizado em sua plenitude, só que de outras formas, como no campo profissional, ou na hora de mandar uma mensagem estúpida, por puro impulso e até nas falas direcionadas a alguém que não merece ouvi-las. O Emocional desorienta sem as doses certas de racionalidade, mas a Racionalidade simplesmente não vive de verdade sem a emoção. É simbiótico e nada excludente, mas enquanto um tentar sobrepor o outro, não há diálogo, não há falas, nem planos, nem encontros. São desencontros ideológicos tomando conta de uma conversa desafinada.
Relatos sobre uma visão crítica, útil, as vezes fútil e um pouco sarcástica de quem não deixa o mundo passar despercebido. A idéia é repercutir as falas, que de alguma forma me deixam inquieta, sob uma forma irônica, divertida e por que não, até mesmo fútil de um mundo vivenciado com os mais diversos personagens e sob uma visão muito pessoal.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
PORQUE A VIDA PRECISA DE COR
Por Paula Tubino
Admiro pessoas fortes, batalhadoras, encontro afinidades e troca, consigo ver um espelho algumas vezes e percebo que não há tombo para quem tem a leveza e a coragem de se reconstruir. Assim é a minha amiga Lulu, uma pessoa dura, consequência dos trancos, dignos de roteiro da próxima novela das oito, mas com uma energia enorme, um coração petrificado, mas puríssimo, totalmente do bem, com um sorriso largo, mesmo quando poderia achar a justificativa para se fechar para sempre. Nossos encontros são cheios de gargalhadas e confidências inéditas, mesmo citando os momentos tragi-cômicos. Conto das férias, dos melhores e piores momentos, conto o pior de mim. Ela ri e diz que quer ser como eu quando crescer, conta suas empreitadas e eu tento ver o lado bom, mesmo que em algumas situações não tenha como tirar nadinha, é como espremer limão em busca de gotas de Coca Cola. Fechamos a noite combinando um próximo encontro, longe daqui e eu garantindo alguns dias da vida com óculos cor de rosa, porque ela diz que adora a minha forma de viver e ver tudo de uma forma divertida. Então, sigo pintando a vida com cores vibrantes, irradiando sorrisos blindados e levando toques de humor para quem me faz bem. Em contra partida, sigo rodeada de pessoas especiais, como a Lulu, que me ensinam com seus tropeços e reforçam a minha linha de raciocínio, de que em meio a tanta mentira, desonestidade, corrupção, falta de ética e integridade, ainda assim, existe gente muito do bem. . Pode até ser um romantismo exagerado pela vida, mas o mundo é melhor para quem enxerga cores onde a massa só percebe o P&B. Levanto a bandeira do meu Movimento “Eu Ainda Acredito nas Pessoas” e sigo em frente, escrevendo as linhas da vida com os tons do arco-íris e, com quem mereça acompanhar.
Admiro pessoas fortes, batalhadoras, encontro afinidades e troca, consigo ver um espelho algumas vezes e percebo que não há tombo para quem tem a leveza e a coragem de se reconstruir. Assim é a minha amiga Lulu, uma pessoa dura, consequência dos trancos, dignos de roteiro da próxima novela das oito, mas com uma energia enorme, um coração petrificado, mas puríssimo, totalmente do bem, com um sorriso largo, mesmo quando poderia achar a justificativa para se fechar para sempre. Nossos encontros são cheios de gargalhadas e confidências inéditas, mesmo citando os momentos tragi-cômicos. Conto das férias, dos melhores e piores momentos, conto o pior de mim. Ela ri e diz que quer ser como eu quando crescer, conta suas empreitadas e eu tento ver o lado bom, mesmo que em algumas situações não tenha como tirar nadinha, é como espremer limão em busca de gotas de Coca Cola. Fechamos a noite combinando um próximo encontro, longe daqui e eu garantindo alguns dias da vida com óculos cor de rosa, porque ela diz que adora a minha forma de viver e ver tudo de uma forma divertida. Então, sigo pintando a vida com cores vibrantes, irradiando sorrisos blindados e levando toques de humor para quem me faz bem. Em contra partida, sigo rodeada de pessoas especiais, como a Lulu, que me ensinam com seus tropeços e reforçam a minha linha de raciocínio, de que em meio a tanta mentira, desonestidade, corrupção, falta de ética e integridade, ainda assim, existe gente muito do bem. . Pode até ser um romantismo exagerado pela vida, mas o mundo é melhor para quem enxerga cores onde a massa só percebe o P&B. Levanto a bandeira do meu Movimento “Eu Ainda Acredito nas Pessoas” e sigo em frente, escrevendo as linhas da vida com os tons do arco-íris e, com quem mereça acompanhar.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
NADINHA DE NADA
Por Paula Tubino
Saio de casa atrasada. Cara amassada, cabelo molhado, jeans, blusa branca básica e coletinho colorido, para inspirar a criatividade de uma dessas terças-feiras da vida. O óculos de sempre e um sapato baixo. Entro no elevador e escuto: “- Nossa como você está bonita hoje!”. Dirijo meu carro, cantarolando sozinha o som que não remete a ninguém e o cara ao lado grita um “linda”, que gera surpresa, risos e cora o rosto amassado. Na agência: “- Nossa, como você está bonita. Está com ares de quem está amando”. Durante o almoço: “ - Tanto tempo que não te vejo assim, tão radiante”. Volto ao trabalho rindo disso tudo e vou direto a copa: “- Mocinha, pode me contar, tem alguém novo na parada né?!” No supermercado, tentando entender a lista de compras, feita entre um semáforo e outro, acabo pisando no pé de alguém. O alguém olha, pede desculpas, sai atordoado, olha de novo e olha lá de longe mais uma vez. Meu ex-complicadíssimo liga e convida para jantar, pelo telefone. – Obrigada pelo convite, mas não vai dar. Ele diz que me viu pela rua esta semana, correndo no lugar de sempre e que mesmo suada e de tênis eu estava incrivelmente linda. Pergunta se estou com alguém e como está a vida. Eu? Estou ótima! Guardo em segredo a explicação que vem a mente instantaneamente: Nadinha de ninguém na vida. Nem um restinho do último, nem saudade de ninguém que se foi, nem de alguém que pode chegar. Ninguém ligando, nem lá em casa ou em qualquer outro lugar. É um fim de semana inteiro com o celular no silencioso, um tempo sem horário para acabar, dedicado a arrumar armários, ler o livro novo de cabeceira, passar as músicas para o Ipod novinho, para planejar a próxima semana... Um semana cheia de tempo pra meditação, acupuntura, pilates, academia, corrida as terças e quintas-feiras, almoços demorados, cabelo, unhas, viagens programadas. É um coração bombeando sangue limpo, para uma pessoa plena, feliz com o trabalho, com a casa, com os amigos. É uma agenda feita de coisas prazerosas, com momentos meus e só para mim. Não dividir uma vírgula disso com absolutamente ninguém é a explicação de tudo. É sensação de renascimento, de pós feriado, de casa nova. É fase nova.
Saio de casa atrasada. Cara amassada, cabelo molhado, jeans, blusa branca básica e coletinho colorido, para inspirar a criatividade de uma dessas terças-feiras da vida. O óculos de sempre e um sapato baixo. Entro no elevador e escuto: “- Nossa como você está bonita hoje!”. Dirijo meu carro, cantarolando sozinha o som que não remete a ninguém e o cara ao lado grita um “linda”, que gera surpresa, risos e cora o rosto amassado. Na agência: “- Nossa, como você está bonita. Está com ares de quem está amando”. Durante o almoço: “ - Tanto tempo que não te vejo assim, tão radiante”. Volto ao trabalho rindo disso tudo e vou direto a copa: “- Mocinha, pode me contar, tem alguém novo na parada né?!” No supermercado, tentando entender a lista de compras, feita entre um semáforo e outro, acabo pisando no pé de alguém. O alguém olha, pede desculpas, sai atordoado, olha de novo e olha lá de longe mais uma vez. Meu ex-complicadíssimo liga e convida para jantar, pelo telefone. – Obrigada pelo convite, mas não vai dar. Ele diz que me viu pela rua esta semana, correndo no lugar de sempre e que mesmo suada e de tênis eu estava incrivelmente linda. Pergunta se estou com alguém e como está a vida. Eu? Estou ótima! Guardo em segredo a explicação que vem a mente instantaneamente: Nadinha de ninguém na vida. Nem um restinho do último, nem saudade de ninguém que se foi, nem de alguém que pode chegar. Ninguém ligando, nem lá em casa ou em qualquer outro lugar. É um fim de semana inteiro com o celular no silencioso, um tempo sem horário para acabar, dedicado a arrumar armários, ler o livro novo de cabeceira, passar as músicas para o Ipod novinho, para planejar a próxima semana... Um semana cheia de tempo pra meditação, acupuntura, pilates, academia, corrida as terças e quintas-feiras, almoços demorados, cabelo, unhas, viagens programadas. É um coração bombeando sangue limpo, para uma pessoa plena, feliz com o trabalho, com a casa, com os amigos. É uma agenda feita de coisas prazerosas, com momentos meus e só para mim. Não dividir uma vírgula disso com absolutamente ninguém é a explicação de tudo. É sensação de renascimento, de pós feriado, de casa nova. É fase nova.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
A DESPEDIDA
Por Paula Tubino
Na boca o gosto amargo de um café sem açúcar. Os olhos percebem a manhã sem sol, sem brilho...sem você. Tem cara de vôo que passa por cima da Guanabara e pelo Pão de Açúcar e dá meia volta.Vontade de não acordar, de rasgar o calendário, de contar pra atendente da farmácia que você foi pra sempre. É suportável, porque é vaso quebrado, nó na garganta e nada mais que isso. Resgato a imagem da fala engasgada, o escrito de ontem...
“O meu orgulho detesta admitir que você é uma pessoa especial, mesmo que eu não consiga definir o porque ao meu analista, com milhões de defeitos irritantes e uma fraqueza que me faz te detestar por instantes. Bem longe da perfeição, assim como eu, mas responsável por um grande aprendizado, o da verdade. Não que eu não seja sincera, mas a minha verdade resgatei com você, quando decidi viver em “Queda Livre”, perder o controle da situação e acreditar que vale muito mais assim. Descobri que eu não sou de ferro, como todos pensavam e eu concordava, precisei de ajuda, desisti de encontrar explicações tão racionais para tudo. "
Desisti de você, das suas inseguranças, de ser preterida e de ter a nítida certeza que, lá na frente, em algum momento, você vai se questionar: E se eu estivesse com ela?!
Coragem! Isso eu aprendi no berço e felicidade eu carrego comigo, independente de qualquer pessoa ou circunstância. Tomara que você não se arrependa.... Descarto o que sobrou de voce na minha vida, o telefone... Por longos 40 minutos afundo o esquisito dia de hoje na banheira, misturo os sais, essencias e, pronto. Página virada. Capítulo Novo, viva mais uma sexta-feira. Lembro o mantra que entoa durante a meditação "eu sou liberdade" e comemoro o melhor sol de todos, o do dia seguinte.
Na boca o gosto amargo de um café sem açúcar. Os olhos percebem a manhã sem sol, sem brilho...sem você. Tem cara de vôo que passa por cima da Guanabara e pelo Pão de Açúcar e dá meia volta.Vontade de não acordar, de rasgar o calendário, de contar pra atendente da farmácia que você foi pra sempre. É suportável, porque é vaso quebrado, nó na garganta e nada mais que isso. Resgato a imagem da fala engasgada, o escrito de ontem...
“O meu orgulho detesta admitir que você é uma pessoa especial, mesmo que eu não consiga definir o porque ao meu analista, com milhões de defeitos irritantes e uma fraqueza que me faz te detestar por instantes. Bem longe da perfeição, assim como eu, mas responsável por um grande aprendizado, o da verdade. Não que eu não seja sincera, mas a minha verdade resgatei com você, quando decidi viver em “Queda Livre”, perder o controle da situação e acreditar que vale muito mais assim. Descobri que eu não sou de ferro, como todos pensavam e eu concordava, precisei de ajuda, desisti de encontrar explicações tão racionais para tudo. "
Desisti de você, das suas inseguranças, de ser preterida e de ter a nítida certeza que, lá na frente, em algum momento, você vai se questionar: E se eu estivesse com ela?!
Coragem! Isso eu aprendi no berço e felicidade eu carrego comigo, independente de qualquer pessoa ou circunstância. Tomara que você não se arrependa.... Descarto o que sobrou de voce na minha vida, o telefone... Por longos 40 minutos afundo o esquisito dia de hoje na banheira, misturo os sais, essencias e, pronto. Página virada. Capítulo Novo, viva mais uma sexta-feira. Lembro o mantra que entoa durante a meditação "eu sou liberdade" e comemoro o melhor sol de todos, o do dia seguinte.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
LULUS
Por Paula Tubino
Era um desses encontros em que os namorados e maridos não participam. Não estão presentes porque vira e mexe entram na pauta da conversa. Dia que eles também tem para encontrar amigos, o tal poker, futebol ou sei lá o que. Falávamos sobre relações duradouras e as mudanças acarretadas com este convívio intenso, cada uma com a sua contribuição memorável. Há quem diga que os ganhos superam as perdas daquele amor que brilha os olhos, mas a conclusão é que as perdas são grandes o bastante para que seja realmente repensada a ideia de transformar duas casas em uma. A intimidade e o convívio afastam situações como a citada em uma das crônica da Martha Medeiros, de “um simples beijo em pé na sala”. Sim, um beijo de verdade e sem maiores pretensões, dessas coisas gostosas da vida, que a gente faz sem pensar, no inicio de qualquer relação e esquece depois de um tempo. A mesa ao lado, repleta de homens trajando terno e, com grossas alianças na mão esquerda, olha veemente para a mesa de mulheres reunidas. A intenção pode até não significar uma traição e sim um alimento ao ego, mas é incomodo pensar que um dia podemos ser a mulher em casa e eles os nossos maridos que olham para outras. Será que eles perderam a vontade do beijo em pé? Mesmo que novela não seja lá nossa principal distração, bem longe disso, vem a fatídica frase, que corou uma destas personagens da vida nada real, lembrada por uma de nós e que virou reflexão após os olhares sinuosos de alguns comprometidos do lado: Se beijam em pé ou não, definitamente não saberemos, se são realmente felizes muito menos, mas a atriz citou, em determinado momento da trama, que “É melhor ser desejada que casada”. Todas concordamos em alto e bom tom.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
O CARA
Por Paula Tubino
Ele é exímio nos cuidados comigo. Ainda cuida do meu carro como ninguém. Resolve tudo o que eu acho chato. Considera meus defeitos e sobrepõe minhas qualidades. É lindo, magro, estiloso e o melhor palhaço que alguém pode ter pela manhã. Se escuta a voz trêmula do outro lado da linha pega uma avião e vem me ver, mesmo morrendo de medo dos ares e das minhas reações. Sim, esse cara existe e por ele fui pedida em casamento no transito, no restaurante, em casa, por mensagem, por telefone e mais algumas vezes olho no olho. Ficou com chave do meu carro e da minha casa algumas vezes e aproveitou pra encher meu quarto de flores e cartõezinhos. Ele é o máximo! Não fuma, bebe socialmente, sem filhos, não faz questão de sair sempre sozinho, tem fidelidade como uma premissa básica, meus amigos o adoram e, simplesmente desdobra-se para ser perfeito. Eu? Talvez não queira alguém tão perfeito assim. Procuro os defeitos e não acho, assim como procuro a minha admiração por ele: ZERO.
Recomendaria as amigas se não fosse meu ex, mas parafraseando Roberto Shinyashiki “Sem admiração não há solução”. Em uma semana ele pega o avião e volta a sua vidinha normal. Eu o levo ao aeroporto, beijo na despedida, abraço e aceno um tchau com ar blasé. Enquanto ligo o carro busco seu número na agenda do celular e pronto! Apaguei pra sempre da minha vida. Página virada e sem volta
Ele é exímio nos cuidados comigo. Ainda cuida do meu carro como ninguém. Resolve tudo o que eu acho chato. Considera meus defeitos e sobrepõe minhas qualidades. É lindo, magro, estiloso e o melhor palhaço que alguém pode ter pela manhã. Se escuta a voz trêmula do outro lado da linha pega uma avião e vem me ver, mesmo morrendo de medo dos ares e das minhas reações. Sim, esse cara existe e por ele fui pedida em casamento no transito, no restaurante, em casa, por mensagem, por telefone e mais algumas vezes olho no olho. Ficou com chave do meu carro e da minha casa algumas vezes e aproveitou pra encher meu quarto de flores e cartõezinhos. Ele é o máximo! Não fuma, bebe socialmente, sem filhos, não faz questão de sair sempre sozinho, tem fidelidade como uma premissa básica, meus amigos o adoram e, simplesmente desdobra-se para ser perfeito. Eu? Talvez não queira alguém tão perfeito assim. Procuro os defeitos e não acho, assim como procuro a minha admiração por ele: ZERO.
Recomendaria as amigas se não fosse meu ex, mas parafraseando Roberto Shinyashiki “Sem admiração não há solução”. Em uma semana ele pega o avião e volta a sua vidinha normal. Eu o levo ao aeroporto, beijo na despedida, abraço e aceno um tchau com ar blasé. Enquanto ligo o carro busco seu número na agenda do celular e pronto! Apaguei pra sempre da minha vida. Página virada e sem volta
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
MORRER É IMORAL
Por Paula Tubino
Eis que estou aqui, pronta para a Missa de dois anos de falecimento de uma pessoa muito querida, nem tão perfeita, mas alguém do bem que sem avisar-me antes foi embora desse mundo. Poxa tinha que cair ali naquela curva do asfalto? Tão pertinho? Tinha tanto orgulho do super piloto e do super-homem que era.
Triste e irritada com esta circunstancia chamada MORTE. Fico aqui pensando que, definitivamente, Morrer não é justo e a injustiça é com quem fica.Reflito e penso... E os planos? E se você combinou de passar na padaria? E o terno que está na lavanderia? Mas como assim? Já pagou um plano anual na academia e nem desfrutou dos benefícios. Marcou viagem, comprou roupa nova, agendou jantar e não vai comparecer porque simplesmente morreu. Sequer vai conhecer a Grécia, nem vai estar no casamento do seu melhor amigo, não vai desfrutar de férias na beira da praia e também não estará presente na reunião de segunda-feira, aquela com um cliente em potencial.
INJUSTIÇA. Ficam os planos, fica a saudade, fica agenda lotada de compromissos, as promessas de uma vida mais saudável, o carro, a fazenda, os sapatos, a coleção de óculos... Ficam as fotos.
Ele ligou, disse que estava chegando, marcou de sair pra comer uma pizza. Era sábado e ninguém deve morrer num sábado, sem avisar antes e deixar as pessoas esperando. Isso é mais que falta de educação é um descaso da vida. E agora? Quem puxa minha orelha, quem busca minha prima na escola, quem assume a obra do portão, quem faz companhia para a minha tia no domingo a tarde...
Morrer é imoral porque eu nem consegui dizer o quanto você é especial e tamanha é a saudade que sentimos. Não, eu não errei a concordância, você É para sempre, mesmo sei la onde. O seu astral era contagiante e justamente por isso não poderia trascrever qualquer "muro das lamentações" por estas linhas. Prefiro lembrar dos bons momentos que passamos ao seu lado e das melhores recordações. Queria dizer que você é insubstituível sim, mas mesmo assim a gente (amigos, família) ajuda a cuidar das suas fofas, fica tranquilo, mas vai sabendo que me deve essa e uma pizza no sabado ai no céu.
Mas olha, queria contar uma coisa que também só descobri depois que você se foi, os mortos viram pessoas maravilhosas e perfeitas. Aproveita seu titulo de perfeito e conta isso pra todo mundo ai no céu. Conta também que quando a gente se encontrar EU que vou puxar a sua orelha porque a pizza do sábado sem você nunca mais foi a mesma, mas tomara que demore porque se eu chegar ai sem avisar a minha mãe ela me mata.
***Essa crônica eu dedico ao Lydio, que nos deixou há curtos dois anos e ao meu querido avô, pessoas maravilhosas que compartilharam suas vidas conosco e que sumiram do mapa, assim, sem deixar nem o telefone do céu e o e-mail.
Eis que estou aqui, pronta para a Missa de dois anos de falecimento de uma pessoa muito querida, nem tão perfeita, mas alguém do bem que sem avisar-me antes foi embora desse mundo. Poxa tinha que cair ali naquela curva do asfalto? Tão pertinho? Tinha tanto orgulho do super piloto e do super-homem que era.
Triste e irritada com esta circunstancia chamada MORTE. Fico aqui pensando que, definitivamente, Morrer não é justo e a injustiça é com quem fica.Reflito e penso... E os planos? E se você combinou de passar na padaria? E o terno que está na lavanderia? Mas como assim? Já pagou um plano anual na academia e nem desfrutou dos benefícios. Marcou viagem, comprou roupa nova, agendou jantar e não vai comparecer porque simplesmente morreu. Sequer vai conhecer a Grécia, nem vai estar no casamento do seu melhor amigo, não vai desfrutar de férias na beira da praia e também não estará presente na reunião de segunda-feira, aquela com um cliente em potencial.
INJUSTIÇA. Ficam os planos, fica a saudade, fica agenda lotada de compromissos, as promessas de uma vida mais saudável, o carro, a fazenda, os sapatos, a coleção de óculos... Ficam as fotos.
Ele ligou, disse que estava chegando, marcou de sair pra comer uma pizza. Era sábado e ninguém deve morrer num sábado, sem avisar antes e deixar as pessoas esperando. Isso é mais que falta de educação é um descaso da vida. E agora? Quem puxa minha orelha, quem busca minha prima na escola, quem assume a obra do portão, quem faz companhia para a minha tia no domingo a tarde...
Morrer é imoral porque eu nem consegui dizer o quanto você é especial e tamanha é a saudade que sentimos. Não, eu não errei a concordância, você É para sempre, mesmo sei la onde. O seu astral era contagiante e justamente por isso não poderia trascrever qualquer "muro das lamentações" por estas linhas. Prefiro lembrar dos bons momentos que passamos ao seu lado e das melhores recordações. Queria dizer que você é insubstituível sim, mas mesmo assim a gente (amigos, família) ajuda a cuidar das suas fofas, fica tranquilo, mas vai sabendo que me deve essa e uma pizza no sabado ai no céu.
Mas olha, queria contar uma coisa que também só descobri depois que você se foi, os mortos viram pessoas maravilhosas e perfeitas. Aproveita seu titulo de perfeito e conta isso pra todo mundo ai no céu. Conta também que quando a gente se encontrar EU que vou puxar a sua orelha porque a pizza do sábado sem você nunca mais foi a mesma, mas tomara que demore porque se eu chegar ai sem avisar a minha mãe ela me mata.
***Essa crônica eu dedico ao Lydio, que nos deixou há curtos dois anos e ao meu querido avô, pessoas maravilhosas que compartilharam suas vidas conosco e que sumiram do mapa, assim, sem deixar nem o telefone do céu e o e-mail.
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