segunda-feira, 7 de novembro de 2011

POWER / OFF

Por Paula Tubino
Já inventaram dispositivos sensacionais nos aparelhos celulares. é possível levar o mundo nas mãos, conectar-se as pessoas, aos últimos acontecimentos... plugar ipods e ipads ao som ou tv e criar uma infinidade de álbuns de musicas, videos, imagens... São rádios mundiais sintonizadas a hora que você desejar. Internet em altissima velocidade, Facebook contando tudo sobre todos. Pessoas inertes em seus celulares e ou notebooks... nem conversam, comunicam-se por redes sociais ou especulam o que mais desejar. ´E um mundo estranho, mas adorável. Para acabar com tudo isso basta desligar o dispositivo. Tudo simples, fácil... agora explica como eu desligo você?!
Cade a porcaria do botão OFF,  para desligar a saudade? E onde desliga fonte de alimentaçao que insiste em lembrar a nossa historia? quero saber como faz para comprar um band aind que estanque de vez esse sangramento ou, quanto custa o menthiolate que arde no inicio, mas contribui para a cicatrização? E onde compro o Gelol para aliviar os hematomas que adquiri? Ahhh botão OFF você é o meu sonho de consumo mais volúvel e necessário, pena que o mundo  anda devagar nos avanços com o coração...

sábado, 5 de novembro de 2011

CARO LEITOR,

Gostaria de esclarecer que este espaço é composto por crônicas, desabafos, conversar (ou parte delas), imaginação exacerbada, falas, invenções, criações concebidas com carinho.

Nada aqui é totalmente real, esse é um mundo metafórico, é uma mentira bem contada ou uma verdade maquiada, depende do dia, da vontade.

Por aqui não existe o compromisso com a verdade, nem com os personagens, que não são citados. Alguns existem, outros não... assim como os sentimentos e as historias descritas nesses textos.

Jornalista, assessora de imprensa, redatora, editora e, por que não escritora/crônista? 
Apaixonada por pessoas, lugares e coisas, sou de verdade, mas aqui sou uma grande mentira!

Seja bem vindo e divirta-se! Ou chore...
Paula Tubino

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

JANELA

- Uma passagem para Paris, por favor! Passando por Roma e Amsterdam. Sem data de volta. Não, eu não tenho fluência nos idiomas, mas eu entendo e me comunico, de uma forma ou de outra. Não preciso falar, quero uma viagem muda, sozinha, sem roteiro, sem lembranças, sem saudade, sem ninguém...Quero descobrir lugares novos, ver gente diferente não quero falar sobre a minha vida. Pode ser?
Eu quero só os dias, alguns vinhos, uma boa cama e um excelente livro, isso basta! - Mala? Não, deixo elas aqui, com todas as frustrações, duvidas e expectativas. Algumas peças numa mochila basta. quero o desapego, a ausência de rotina, quero deixar tudo aqui. Quando eu voltar tudo estará exatamente no mesmo lugar, ou não, mas aquela que atravessou o portão de embarque não existirá mais, assim como a de ontem não é a mesma de hoje. Sim, ela nasce e morre todo dia. O mais importante: Ela renasce melhor a cada dia.  - Pode confirmar o voo. Janela, por favor!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

EM CORES

Por Paula Tubino
Certa vez eu ouvi de uma pessoa que eu passo coisas boas e que a minha forma de ser/viver a vida é cativante. "Leve", o melhor adjetivo que já ouvi. Analisei cada informação contida na tal palavra e, considerando tudo o que tenho visto por ai, é diferencial mesmo. As pessoas carregam nas suas bolsas/mochilas diárias todas as suas frustrações, medos, inseguranças, reclamações, insultos... poucos querendo somar alegrias, a maioria reclamando, vivendo uma vida chata. São brigas por espaço, por tempo, por dinheiro...por nada.  
Leveza é diferencial mesmo. Sinônimo de risos, otimismo, bom humor,  acho que é uma forma  branda de encarar o mundo e de enxergar as coisas sempre com um pouco de cor, de preferência multi coloridas.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

TERREMOTO

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Por Paula Tubino                                                  Capítulo 01

Já li sobre alguns. Os depoimentos dos sobreviventes, a imagem de quem viu tudo desabar, os traumas de quem fica, a dor por quem vai, a imagem do que era e do que sobrou... A falta, o vazio, a subtração. Foi assim que me senti por dias, juntando peças, cacos, ego, identidade, buscando explicações, convivendo com a ausência, aprendendo a acordar sem você. Eu bati a porta pela última vez. Não questionei, não senti sua pulsação,  nem vi olhos mareados, apenas tomei a decisão mais acertada diante dos acontecimentos. Era um domingo qualquer, com  todos os deleites que se pode ter de um namoro ameno, tranquilo, feliz e cheio de afinidades. Sem brigas, sem estrondos, sem nada. Programávamos o próximo final de semana, conversamos sobre as atitudes dos outros, curtimos a preguiça pós almoço, falamos sobre viagens...Era pra ser só mais um domingo qualquer, ate que você achei motivos suficientes para bater a porta da frente carregando minhas coisas e toda a minha ira. Entrei no carro e não sei bem como ele chegou em casa, nem como consegui fazer de conta que você  não existia a partir daqueles minutos. Vi nossa historia passar em segundos, tudo desmoronando e em meio aos destroços, eu levantava  naquela segunda-feira, afim de verificar a frequência cardíaca, os movimentos, a vida que seguia atrás da janela do meu quarto. Sem você, sem o “nós”, sem o biquíni pendurado nos seu banheiro, sem os planos, sem nada... Acordei com a pior sensação de todas, a da perda.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ÚLTIMO PEDIDO

Por Tati Bernardi

Minha vontade agora é sumir. Chamar você. Me esconder. Ir até a sua casa e te beijar e dizer que te amo e que você é importante demais na minha vida para eu te abandonar. Sacudir você e dizer que você é um otário porque está me perdendo dessa maneira. Lembrar de você a cada manhã. Pensar em você para dormir melhor. Então eu percebo: Minhas vontades são bipolares demais. Só o que não é bipolar demais é a minha ganancia por te ter. Sim, eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você.

terça-feira, 10 de maio de 2011

lição

Amiga você aprendeu a lição? - Diz ela indignada!
Eu?? Não, não aprendi. Lutei pra entrar, relutei o dobro para sair, sangrei por dentro e senti o mais feliz vazio de todos os tempos, o de não ter absolutamente ninguém na lembrança, na cama, no dia, no coração e em canto algum. Vivi o mais surpreendente egocentrismo e tomei a vacina mais potente contra qualquer interferência mundana, tudo em prol da  cura. Curei e comemorei cada segundo só meu. Cativei a indiferença e o mais comovente dó, pena mesmo e a gratidão de terem tirado alguém assim, tão "não meu" de mim.  Disse não ao anterior e segui dizendo por inúmeras vezes.

Ai vem ele, cheio de encanto, graça, gentilezas e sutilezas, nos mínimos detalhes... vem aos poucos, sem pressa, sem sufoco, sem relógio, sem promessas, sem mentiras, sem o estereótipo e aporta ali, na minha vida que antes era tão só minha. E ai eu escuto Marisa Monte e lembro dele e escuto David Guetta e também lembro e não escuto nada e a sua voz vem  e falo nele pra terapeuta e ele liga. Sei la quanto tempo vai durar, se quanto maior a altura maior o tombo, se quero ou se não quero, mas vou deixar a vida se encarregar do desfecho e vou sentir de novo o que de bom tiver que existir....

Novembro de 2010