terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CARREIRA SOLO

Por Paula Tubino

E um dia você redescobre o quanto é bom ter um dia exatamente assim. Uma semana, um mês e quanto tempo for necessário. Ir e vir, fazer tudo o que tem vontade, escolher os lugares, as pessoas, os horários - não ter horário - nem compromisso, passar horas na livraria, passar da hora no trabalho, mudar de ideia 1h da manhã, achar graça do cara que tenta uma cantada no transito, ouvir elogios ao pé do ouvido e fazer novos amigos.
É um coração recuperado, que bate feliz e que reconhece cada novo movimento da vida. É gente nova que entra, que vai, que fica... Não tem peso nas costas, não tem saudade, não tem nada... é só mais uma etapa de aprendizado.
São passos de pegada firme no chão,  de alguem que anda pela rua cantarolando, encantando mais que cantando, feliz por cada etapa que vive  em carreira solo, promessas nem tão sinceras,  diversão com pouco coisa...é ouvir Djavan e não sentir nada...absolutamente nada!
É estar feliz por tudo, ou por nada. É viver a programação de uma viagem, ou um voo que sai em poucas horas, são planos novinhos, outros personagens e dias sem rotina. Alguem que ainda sente medo de se envolver, mas que topa o que o acaso apresentar.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ROUPA DO CORPO

Por Paula Tubino

No balcão da Companhia a constatação do que eu já imaginava: Voo perdido! Cheguei no horário, fiz o check in, segui um pouco contrariada ao embarque, porque no intimo minha vontade era ficar um pouco mais, passei no café do aeroporto, procurei o portão de embarque, para o voo que me levaria para casa naquela manhã linda e lá estava ele,  fechado, sem uma viva alma por perto. O proximo voo era a noite, o que significava um dia inteirinho perdido -  de calça jenas, blusa preta, salto 12 e cinto animal print, que apita no sensor do aeroporto -  sem praia, sem bar, nada de restaurante, nem de encontrar as amigas de sempre e as novas que a vida apresenta. - Então remarca meu voo para domingo, por favor. Se é pra passar o dia inteiro aqui sem mala, quero passar outros cinco.
Enquanto seguia no taxi ao meu último destino, contabilizava o que restava para estes dias: a roupa do corpo, uma bolsa esportiva, algumas maquiagens, celular sem carregador, óculos de sol, um livro denso sobre psicanalise, chicletes, Ipod, máquina e a carteira. Era mais que suficiente para os próximos dias, se eu não passasse 48 horas separando e escolhendo as peças da mala e se não tivesse comprado mais não sei quantos vestidos durante a viagem.
Desapego é a palavra de ordem e minimalismo é a senha da semana. A solução e sair para comprar um biquni, um vestido, que provavelmente será repetido -coisa que eu nunca faço em viagem  - usar a saia da minha irmã, adquirir um chinelo e curtir a variação " chinelo X salto 12".

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

AUTO RESPEITO

Por Paula Tubino


"Você percebe que é forte, quando se vê obrigada a desistir de coisas que nunca imaginou ser capaz de abrir mão um dia..."


Entender que você não consegue carregar o mundo inteiro nas costas, optar por alternativas mais leves, acatar suas decisões, mandar a culpa para seu devido lugar, entender que não é preciso estar em todas as festas para ser feliz, nem beijar todas as belas bocas que estão dando mole, passar um final de semana inteiro com livros em volta, sorvete, filme, cama e sofá pode ser melhor que qualquer companhia ou balada, isso é aprendizado. Respeitar  suas vontades e pensar sobre as atitudes é auto respeito.

Dizer "N-Ã-O" ao que não serve mais, ao que não se enquadra -  pode ser até um compromisso chato, um  trabalho, uma amizade que não convem - Aceitar convites novos, amigos novos, programas diferentes...

Passar a tarde numa livraria, travar um pacto com o silêncio, desligar o celular... Pode não ser para sempre, mas tente fazer apenas o que acredita, o que tem vontade e interesse e olha que isso não exime obrigações normais do cotidiado, só depende da forma como você encara a rotina e de como se reconhece frente ao espelho... isso é auto respeito


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SEM TITULO

Por Paula Tubino                                                                                                                Capítulo II

Você divide a mesma cama com alguém, faz planos de viagem, de vida... Gasta seu tempo, sua juventude, suas forças. Passa por coisas que jamais pensou suportar. Finge que não vê e que não se chateia com outras tantas e, lá pelas tantas, você vê que foi tudo em vão... As pessoas são extremamente egoístas, envolvidas nos seus mundinhos, medos, vontades... E todo aquele amor abre a porta e vai embora por falta de diálogo. Nunca prometi nada que não fosse real e nem acreditei em nada que não vivi. Na minha cabeça as coisa são muito simples, no meu coração ela são bem complexas...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O OUTRO DIA

Por Paula Tubino

Nada como a manhã seguinte, o sol na janela, o despertador que toca, o trabalho que continua, a rotina nova. Os amigos por perto, as mudanças que acontecem, programas familiares, o aprendizado. Aprendiz, é exatamente essa a palavra que descreve as novas sensações diárias. Aos poucos consigo respeitar mais o que sinto e o que vivo e ate a ressaca moral de nao controlar os impetos da madrugada fria. Já não me odeio na manhã seguinte e consigo compreender que é totalmente normal o emocional vencer o racional, as vezes. Olho para o espelho e vejo a pessoa mais bipolar que já conheci e acho isso normal... converso com quem já passou por algo parecido e escuto que não é legal, porem, normal. Converso com a terapeuta e ela manda eu seguir a intuição e o coração, mas eles vivem numa guerra absurda aqui, dentro de mim

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

POWER / OFF

Por Paula Tubino
Já inventaram dispositivos sensacionais nos aparelhos celulares. é possível levar o mundo nas mãos, conectar-se as pessoas, aos últimos acontecimentos... plugar ipods e ipads ao som ou tv e criar uma infinidade de álbuns de musicas, videos, imagens... São rádios mundiais sintonizadas a hora que você desejar. Internet em altissima velocidade, Facebook contando tudo sobre todos. Pessoas inertes em seus celulares e ou notebooks... nem conversam, comunicam-se por redes sociais ou especulam o que mais desejar. ´E um mundo estranho, mas adorável. Para acabar com tudo isso basta desligar o dispositivo. Tudo simples, fácil... agora explica como eu desligo você?!
Cade a porcaria do botão OFF,  para desligar a saudade? E onde desliga fonte de alimentaçao que insiste em lembrar a nossa historia? quero saber como faz para comprar um band aind que estanque de vez esse sangramento ou, quanto custa o menthiolate que arde no inicio, mas contribui para a cicatrização? E onde compro o Gelol para aliviar os hematomas que adquiri? Ahhh botão OFF você é o meu sonho de consumo mais volúvel e necessário, pena que o mundo  anda devagar nos avanços com o coração...

sábado, 5 de novembro de 2011

CARO LEITOR,

Gostaria de esclarecer que este espaço é composto por crônicas, desabafos, conversar (ou parte delas), imaginação exacerbada, falas, invenções, criações concebidas com carinho.

Nada aqui é totalmente real, esse é um mundo metafórico, é uma mentira bem contada ou uma verdade maquiada, depende do dia, da vontade.

Por aqui não existe o compromisso com a verdade, nem com os personagens, que não são citados. Alguns existem, outros não... assim como os sentimentos e as historias descritas nesses textos.

Jornalista, assessora de imprensa, redatora, editora e, por que não escritora/crônista? 
Apaixonada por pessoas, lugares e coisas, sou de verdade, mas aqui sou uma grande mentira!

Seja bem vindo e divirta-se! Ou chore...
Paula Tubino