Por Paula Tubino
Incrível como tem gente que surge do nada, ganha espaço nas nossas vidas e de repente coloca tudo a perder. É quase que num passe de mágica. Eu já conheço bem esse processo doloroso (de uma semana). O Cara fofo de domingo se transforma no Cara que eu quero atropelar na quarta-feira. Dói pra caramba no primeiro dia, dói menos no segundo, quero matar no terceiro e já esqueci no quarto, mas não no meu quarto.
Não, eu não sou dessas que chora em festa quando escuta uma musica. Engulo com prosseco e também não vou pro banheiro desabafar com a amiga. Acho deprimente essa cena, muito comum nos banheiros femininos da vida. Lugar de chorar é em casa e no máaaaximo por 48 horas, mais que isso é falta de auto estima.
Vai malhar, inscreva-se na próxima corrida, programa de pegar sol no clube, vai sair de lancha com os amigos, reveja sua agenda, de tempo ao tempo... Em 7 dias tudo se resolve e nem precisa da “Mãe Diná”.
O processo é simples: lava a alma no primeiro dia, tenta segurar a onda no segundo e não manda aquela caixinha linda que você ia mandar, lembra que o país é a favor do desarmamento no terceiro e potencializa a raiva na caneleira. Vai pra balada no quarto dia e conclui que, aquele carinha que tava pagando o maior pau há 2 semanas atrás, aquele que você dispensou sem dispensar, ele realmente merece uma chance depois de tanta insistência. No quinto dia é hora de enfiar o pé na jaca e no sexto você já está feliz com a sua vidinha de antes. Rapidamente você conclui que o cara que pagou pau já virou um fofo e o ex fofo virou mais um idiota que saiu da sua vida pra sempre.
É o tal conto da Cinderela invertido. Acontece com todas, todo mundo sobrevive e pode apostar, vai acontecer de novo, tão breve quanto você perceba.
Relatos sobre uma visão crítica, útil, as vezes fútil e um pouco sarcástica de quem não deixa o mundo passar despercebido. A idéia é repercutir as falas, que de alguma forma me deixam inquieta, sob uma forma irônica, divertida e por que não, até mesmo fútil de um mundo vivenciado com os mais diversos personagens e sob uma visão muito pessoal.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A PESSOA ERRADA QUE FAZ TUDO CERTO
Lendo Luis Fernando Veríssimo, numa crônica sobre a “pessoa errada”, resolvi repercutir o filme que passou na minha cabeça sobre pessoas que entram e saem das nossas vidas. Algumas simplesmente passam, outras não...
Questionando, bem ao meu modo, os conceitos de pessoa certa ou errada, lembrei de momentos e de pessoas, sem tanta saudade, mas como momentos. Nesta analise - minuciosamente egocêntrica - descobri que não sou a pessoa certa. Melhor que isso, muito me orgulho de ser a pessoa errada! Ah eu já conheci pessoas certas, erradas e desmioladas, mas as erradas... ah, as erradas...
A pessoa certa é capaz de acertar a numeração que você usa, os presentes, suas vontades e os lugares que você gosta de ir. Deixa você escolher a programação e quem sabe até o filme de sábado, faz com que tudo pareça perfeito, mas só a pessoa errada é capaz de fazer você arrumar a mala numa sexta-feira, para uma viagem com destino surpresa, ou até mesmo viajar com a roupa do corpo e quem sabe ligar pra dizer que tem um vouche da Tam no seu e-mail, ou simplesmente avisar que estará no aeroporto em 01h50.
Acho que já tentei por vezes ser a pessoa certa, mas sinceramente, fui muito mais feliz sendo a pessoa errada! Então, finalmente me orgulho em não ser a pessoa certa, mas de viver com intensidade, a la Vinicius de Moraes! Lembro que já liguei do aeroporto avisando que estava chegando, já mandei reservas de pousada por e-mail, já apareci com sushi e prosseco de madrugada, já mandei calendário com fotos e dias contados para o próximo encontro, já viajei com a roupa do corpo e biquíni por baixo e já quebrei corações gélidos, com martelo, pedrinhas, musica e cartão dentro de uma bela caixinha. Por pessoas erradas já fui pedida em casamento no semáforo e ganhei um beijo que causou engarrafamento, já pedi desculpas, já solucei e já dei gargalhadas em uma madrugada qualquer...
Nada como alguém que te tira da piscina às 3h da tarde e conta 5 min pra fazer as malas e entrar no carro para uma viagem sem rumo, ou que liga pra dizer que ta com saudade e por isso está entrando num avião e logo estará na sua casa, quem sabe alguém que te faz viver exatamente as mesmas vontades impulsivas e intensas que só duas pessoas erradas sabem como conduzir.
Já me envolvi com pessoas irritantemente certas, daquelas que o script parece não mudar nunca, com a vida toda certinha, tão perfeito que enjoa e me apaixonei loucamente pelas erradas. Por quem conseguiu me fazer perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor...mesmo que tenham sido apenas momentos, foram os mais intensos momentos, sem duvida os melhores e que ate hoje fazem meus olhos brilhar quando lembro!
Se acabar, que fiquem salvos os momentos e as experiências mais incríveis que um dia serão compartilhadas, melhor que não com as pessoas certas, evitando assim maiores constrangimentos e frustrações!!!
Ahhh as pessoas erradas... que elas continuem assim, intensas e aparecendo subitamente, para quebrar uma rotina certinha ou tirar a vida dos eixos, o trem do trilho e a manada do caminho...
Questionando, bem ao meu modo, os conceitos de pessoa certa ou errada, lembrei de momentos e de pessoas, sem tanta saudade, mas como momentos. Nesta analise - minuciosamente egocêntrica - descobri que não sou a pessoa certa. Melhor que isso, muito me orgulho de ser a pessoa errada! Ah eu já conheci pessoas certas, erradas e desmioladas, mas as erradas... ah, as erradas...
A pessoa certa é capaz de acertar a numeração que você usa, os presentes, suas vontades e os lugares que você gosta de ir. Deixa você escolher a programação e quem sabe até o filme de sábado, faz com que tudo pareça perfeito, mas só a pessoa errada é capaz de fazer você arrumar a mala numa sexta-feira, para uma viagem com destino surpresa, ou até mesmo viajar com a roupa do corpo e quem sabe ligar pra dizer que tem um vouche da Tam no seu e-mail, ou simplesmente avisar que estará no aeroporto em 01h50.
Acho que já tentei por vezes ser a pessoa certa, mas sinceramente, fui muito mais feliz sendo a pessoa errada! Então, finalmente me orgulho em não ser a pessoa certa, mas de viver com intensidade, a la Vinicius de Moraes! Lembro que já liguei do aeroporto avisando que estava chegando, já mandei reservas de pousada por e-mail, já apareci com sushi e prosseco de madrugada, já mandei calendário com fotos e dias contados para o próximo encontro, já viajei com a roupa do corpo e biquíni por baixo e já quebrei corações gélidos, com martelo, pedrinhas, musica e cartão dentro de uma bela caixinha. Por pessoas erradas já fui pedida em casamento no semáforo e ganhei um beijo que causou engarrafamento, já pedi desculpas, já solucei e já dei gargalhadas em uma madrugada qualquer...
Nada como alguém que te tira da piscina às 3h da tarde e conta 5 min pra fazer as malas e entrar no carro para uma viagem sem rumo, ou que liga pra dizer que ta com saudade e por isso está entrando num avião e logo estará na sua casa, quem sabe alguém que te faz viver exatamente as mesmas vontades impulsivas e intensas que só duas pessoas erradas sabem como conduzir.
Já me envolvi com pessoas irritantemente certas, daquelas que o script parece não mudar nunca, com a vida toda certinha, tão perfeito que enjoa e me apaixonei loucamente pelas erradas. Por quem conseguiu me fazer perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor...mesmo que tenham sido apenas momentos, foram os mais intensos momentos, sem duvida os melhores e que ate hoje fazem meus olhos brilhar quando lembro!
Se acabar, que fiquem salvos os momentos e as experiências mais incríveis que um dia serão compartilhadas, melhor que não com as pessoas certas, evitando assim maiores constrangimentos e frustrações!!!
Ahhh as pessoas erradas... que elas continuem assim, intensas e aparecendo subitamente, para quebrar uma rotina certinha ou tirar a vida dos eixos, o trem do trilho e a manada do caminho...
Texto publicado no blog em 07 de abril de 2009, por Paula Tubino.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
DIA CINZA
Por Paula Tubino
Ela precisava de algo novo. Roupas, sapatos, acessórios, algo que não lembrasse sua pessoa, suas dores e perdas e, mais que isso, ela queria acordar sendo outra pessoa, alguém que não tivesse sentido a noite passar.
Acordou cedo, sentiu a dor no pé ferido e sem sinal de cicatrizar. Foi ao Banho e ao armário. Vestiu azul e tirou, vestiu branco e não conseguiu sustentar tanta liberdade. Olhou, mexeu, procurou e achou. Algo que não parecia com o seu estilo e que era visualmente agradável. Não merecia o luto do preto, nem a vibração do laranja. Era algo em tons de cinza, assim como seu dia começou.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
APERTEM OS CINTOS
Por Paula Tubino
Foi dada a partida para mais uma aventura. Viagens sempre são aventuras e, por sinal, das melhores que se pode ter nessa vida. O tempo é insignificante para quem vive o qualitativo das oportunidades e quem vive apenas do quantitativo, sorry, nunca será feliz com pequenos ou grandes eventos, sejam eles cotidianos ou não.
Bom, deixa quem não sabe aproveitar a vida pra lá e entra comigo nessa viagem de fazer as malas, montar roteiro, conhecer lugares, dormir pouco, conhecer pessoas, as peculiaridades de cada lugar e dividir as melhores histórias. Conto por aqui o que mais gostei deste final de semana de retorno a Sampa.
Foi dada a partida para mais uma aventura. Viagens sempre são aventuras e, por sinal, das melhores que se pode ter nessa vida. O tempo é insignificante para quem vive o qualitativo das oportunidades e quem vive apenas do quantitativo, sorry, nunca será feliz com pequenos ou grandes eventos, sejam eles cotidianos ou não.
Bom, deixa quem não sabe aproveitar a vida pra lá e entra comigo nessa viagem de fazer as malas, montar roteiro, conhecer lugares, dormir pouco, conhecer pessoas, as peculiaridades de cada lugar e dividir as melhores histórias. Conto por aqui o que mais gostei deste final de semana de retorno a Sampa.
VIAJAR É PRECISO
Por Paula Tubino
Nem preciso ir muito longe e pouco importa o destino. Pegando a estrada e passando 200 km já tô empolgada. Gravo cd, dirijo cantando, ensaio de co-piloto dançando, tento o vento, volto pro ar condicionado, levo suquinho e água e negocio quem fala e quem escuta, poucos são os momentos silenciosos, até porque eu sou parceira, não durmo nadinha durante a viagem. Se o destino inclui passar pela sala de embarque prefiro um livro como companheiro de viagem. Não enjôo, não tenho medo e torço muito para, caso seja o meu momento de deixar o universo, que seja na volta. Ahh, por favor, que pelo menos eu tenha o mérito de deixar saudade após gastar - a voz, o solado do sapato novo, alguns trocados – aproveitar e cumprir a expectativa da pré viagem, ai também já usei as roupas da mala e guardo em segredo para sempre tudo o que aconteceu. Mas melhor ainda é saber que mês quem vem tem mais. Das duas uma, ou estou viajando ou estou programando a próxima.
Bem, em tempos de mulher fruta, prefiro ser a mulher Ponte Aérea, sugestão de apelido carinhoso de uma amiga, que fica impressionada com a quantidade de viagens que tenho feito. Que assim continue. AMÉM!
Nem preciso ir muito longe e pouco importa o destino. Pegando a estrada e passando 200 km já tô empolgada. Gravo cd, dirijo cantando, ensaio de co-piloto dançando, tento o vento, volto pro ar condicionado, levo suquinho e água e negocio quem fala e quem escuta, poucos são os momentos silenciosos, até porque eu sou parceira, não durmo nadinha durante a viagem. Se o destino inclui passar pela sala de embarque prefiro um livro como companheiro de viagem. Não enjôo, não tenho medo e torço muito para, caso seja o meu momento de deixar o universo, que seja na volta. Ahh, por favor, que pelo menos eu tenha o mérito de deixar saudade após gastar - a voz, o solado do sapato novo, alguns trocados – aproveitar e cumprir a expectativa da pré viagem, ai também já usei as roupas da mala e guardo em segredo para sempre tudo o que aconteceu. Mas melhor ainda é saber que mês quem vem tem mais. Das duas uma, ou estou viajando ou estou programando a próxima.
Bem, em tempos de mulher fruta, prefiro ser a mulher Ponte Aérea, sugestão de apelido carinhoso de uma amiga, que fica impressionada com a quantidade de viagens que tenho feito. Que assim continue. AMÉM!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
RELATOS E RETRATOS PÓS FACULDADE
Por Paula Tubino
Nem parece, mas saímos de lá há mais de três anos. E eu nem imaginava que um dia aquela ralação como estagiária e assistente de comunicação contaria para a experiência de hoje. Ao todo sete anos trabalhando com comunicação. Comunicação é arte é vocação, mas é qualificação e preparo também. Quem viu as fotos do primeiro semestre, aula de filosofia, com sarau na Praça Castro Alves, todos juntos, nem imaginava o que estava por vir. A nossa turminha da faculdade não era nada unida. Pelo contrário, em função de uma professora maluquete, que pregava conceitos loucos e teorias inventadas, houve um racha. O grupo a favor e o grupo contra. O meu era do contra, acho que eu sempre fui um pouco do contra e o subversivo me atrai. Isso rendeu alguns bate bocas com a tal maluquete, que tempos depois foi vista vendendo biscuit numa lojinha de bairro. Então era o lado B e o lado A. Na verdade esta separação era um tanto quanto intrínseca, a ponderar pelas ideologias e perspectivas de cada um ali. Não era preciso dizer que não haveria uma amizade eterna entre todos e quando saio do ontem e olho no hoje, vejo como ficou a vida de cada um e tamanha a ponte que nos separa. Não é uma questão de preconceito, reconheço o esforço de muitos em estar ali por tênues quatro anos, mas é discrepante as diferenças. Só pra lembrar, teve gente que escolheu um pagode para entrar a colação de grau e literalmente “recebeu a galinha pulando” creeeedo! Fiquei sabendo que este Ser trabalha como tripulante de cruzeiros marítimos, vulgo “garçom da classe média”. Enfim, quando olho para a minha turma, o lado B, sinto um orgulho danado do rumo que cada um deu a sua vida e carreira, mesmo que um pouco enviesado, é vocação. Se jornalismo não tava dando dinheiro e surgiu a oportunidade em produção cultural, está lá ela, que arrasa no trabalho e comanda as equipes até durante carnaval em Salvador, enquanto todos se divertem. Tem as minhas coleguinhas de assessoria, trabalhando em empresas e órgão respeitados, aquelas que eu avisei que o caminho era a reportagem televisiva estão chegando lá, em um veiculo impresso importante, os que optaram pela produção estão bem, tem as que estavam engatinhando e começam a dar passos mais fortes este ano, associadas a nomes conhecidos no mercado e angariando seu lugar ao sol, agora sim, por competência e amadurecimento profissional. Do lado A, não sei bem o que aconteceu com todos, mas soube que alguns buscam a vocação até hoje, outros estão num curso de estética e algumas casaram. É, esta última é a profissão que exige menor nível de instrução, o mercado não está totalmente escasso e para entrar não precisa exatamente de competência.
Nem parece, mas saímos de lá há mais de três anos. E eu nem imaginava que um dia aquela ralação como estagiária e assistente de comunicação contaria para a experiência de hoje. Ao todo sete anos trabalhando com comunicação. Comunicação é arte é vocação, mas é qualificação e preparo também. Quem viu as fotos do primeiro semestre, aula de filosofia, com sarau na Praça Castro Alves, todos juntos, nem imaginava o que estava por vir. A nossa turminha da faculdade não era nada unida. Pelo contrário, em função de uma professora maluquete, que pregava conceitos loucos e teorias inventadas, houve um racha. O grupo a favor e o grupo contra. O meu era do contra, acho que eu sempre fui um pouco do contra e o subversivo me atrai. Isso rendeu alguns bate bocas com a tal maluquete, que tempos depois foi vista vendendo biscuit numa lojinha de bairro. Então era o lado B e o lado A. Na verdade esta separação era um tanto quanto intrínseca, a ponderar pelas ideologias e perspectivas de cada um ali. Não era preciso dizer que não haveria uma amizade eterna entre todos e quando saio do ontem e olho no hoje, vejo como ficou a vida de cada um e tamanha a ponte que nos separa. Não é uma questão de preconceito, reconheço o esforço de muitos em estar ali por tênues quatro anos, mas é discrepante as diferenças. Só pra lembrar, teve gente que escolheu um pagode para entrar a colação de grau e literalmente “recebeu a galinha pulando” creeeedo! Fiquei sabendo que este Ser trabalha como tripulante de cruzeiros marítimos, vulgo “garçom da classe média”. Enfim, quando olho para a minha turma, o lado B, sinto um orgulho danado do rumo que cada um deu a sua vida e carreira, mesmo que um pouco enviesado, é vocação. Se jornalismo não tava dando dinheiro e surgiu a oportunidade em produção cultural, está lá ela, que arrasa no trabalho e comanda as equipes até durante carnaval em Salvador, enquanto todos se divertem. Tem as minhas coleguinhas de assessoria, trabalhando em empresas e órgão respeitados, aquelas que eu avisei que o caminho era a reportagem televisiva estão chegando lá, em um veiculo impresso importante, os que optaram pela produção estão bem, tem as que estavam engatinhando e começam a dar passos mais fortes este ano, associadas a nomes conhecidos no mercado e angariando seu lugar ao sol, agora sim, por competência e amadurecimento profissional. Do lado A, não sei bem o que aconteceu com todos, mas soube que alguns buscam a vocação até hoje, outros estão num curso de estética e algumas casaram. É, esta última é a profissão que exige menor nível de instrução, o mercado não está totalmente escasso e para entrar não precisa exatamente de competência.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
CÂMERA INDISCRETA
Por Paula Tubino
Relógio não havia. O sol na janela do longo corredor do hotel informava que já passava das 5 horas da manhã. O traje não era algo apropriado para o café, tão pouco para circular por aquela área coletiva. Ela vestia uma camisola preta, com renda e transparência. Seguiu no rumo da escada de incêndio, desceu alguns lances de escada, subiu outros, bateu em alguns apartamentos. Sua vã consciência parecia desacordada. Desceu até a recepção e pediu que lhe informassem o numero do seu quarto. Não portava chaves, nem identificação, sequer a mínima dosagem de juízo. Bateu a porta que não respondeu. Com a ajuda da recepcionista, adentrou seu quarto. Empurrou a pedra que tomava conta de toda a cama e seguiu o sono merecido. Poderia ser apenas um sonho, se não houvesse o registro do circuito interno do hotel...
Relógio não havia. O sol na janela do longo corredor do hotel informava que já passava das 5 horas da manhã. O traje não era algo apropriado para o café, tão pouco para circular por aquela área coletiva. Ela vestia uma camisola preta, com renda e transparência. Seguiu no rumo da escada de incêndio, desceu alguns lances de escada, subiu outros, bateu em alguns apartamentos. Sua vã consciência parecia desacordada. Desceu até a recepção e pediu que lhe informassem o numero do seu quarto. Não portava chaves, nem identificação, sequer a mínima dosagem de juízo. Bateu a porta que não respondeu. Com a ajuda da recepcionista, adentrou seu quarto. Empurrou a pedra que tomava conta de toda a cama e seguiu o sono merecido. Poderia ser apenas um sonho, se não houvesse o registro do circuito interno do hotel...
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