domingo, 8 de novembro de 2015

E SE...

Por Paula Tubino

A minha historia mais bonitinha anda por ai, corre o país todo trabalhando sem parar, sem perceber que a vida está passando. A minha história mais bonitinha  tem umas frases prontas e mesmo assim eu tenho a plena certeza que não estou lidando com mais um canalha. Sabe porque? Porque a nossa historinha tem inocencia, tem descobertas, tem ineditismo, cumplicidade e momentos engraçados para relembrar.

E se me perguntar quais serão as cenas dos proximos capítulos, posso prever com maior exatidão que qualquer cartomante que já fui: Vou ser pra sempre na sua vida o “e se...”.  Quando você estiver numa relação chata, quando você estiver repensando se é feliz na cidade em que mora, quando receber propostas para abrir outro escritório, quando achar que a mulher ao seu lado não é tudo aquilo que você imaginava e quando estiver bebendo doses de nostalgia.

Tomamos caminhos diferentes, vivemos há 1.200km de distância, não há tempo para amor nenhum surgir, porque você não tem tempo pra curtir preguiça na cama no domingo, pra perder horas na livraria escolhendo livros e degustando cafés numa noite de sexta, para jantar com os amigos no sábado e varar a madrugada conversando... Então, mesmo sabendo do potencial que tenho para te fazer feliz, deixo você ir embora no outro dia e no outro mês e pra sempre.

Juro que não acho nem que é falta de interesse, ou coragem, é falta de tempo mesmo, tempo pra deixar as coisas acontecerem, para as peças se encaixarem ou para que algumas decisões façam sentido. Serei pra sempre o “e se eu tivesse feito diferente...”, nada diferente disso, nada menos e nem mais que isso. Por isso e só por saber disso deixo nossas vidas se desencontrarem de novo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

RASCUNHO SOBRE AMORES QUE SE PERDERAM

Por Paula Tubino

Não me perca por medo de me machucar, eu decido os riscos que estou disposta a correr. Me perca só pela certeza de não estar disposto a me fazer feliz como já fez.

Não me perca por medo de se machucar porque é injusto, é boicote, me perca se não quiser a minha companhia pra vencer esses medos com vc.

Não me perca porque respondeu sozinho aos seus questionamentos, sem que eu tivesse o direito de responder o que me cabe, mas me perca se não valer a pena me perguntar mais nada nessa vida.

Não me perca por não saber o que quer fazer nos próximos anos, mas me perca se não é comigo que quer passar o sabado à noite.

Não me perca por não saber lidar com as minhas expectativas, mas me perca pra sempre se eu sou tudo o que vc quer, mas vc não conseguiu sentir aquilo que gostaria por mim.



domingo, 5 de abril de 2015

AMORES EXAGERADOS

Por Paula Tubino

Estão nos feeds das redes sociais, em blogs, estampam capas e páginas duplas de revistas, aparecem nos filmes, nas novelas, nos livros e nas fotografias. Os casais mais que apaixonados extrapolam os limites do amor para mostrar o que sentem, não aos seus parceiros, isso é pouco, os exagerados precisam mostrar ao mundo.

Mas será que é sempre assim? Na vida real esses estereótipos serve de referência a uma sociedade frustrada por não viver um amor de novela. Se não tem café na cama, jantar a luz de velas ou "eu te amo" escrito no espelho não serve, não ama o suficiente. A sede de se apaixonar desmedidamente, o amor Romeu e Julieta é o que todos querem, mas o que poucos sabem é que esses momentos são raros, são recortes de uma vida real cheia de discussões por bobagens,  de crises e vontade de jogar tudo para o alto, mas claro, o que se vê é um amor louco estampado em outdoor pela cidade.

O amor perfeito não existe. Relacionamentos são construídos por pessoas com valores e manias diferentes que em prol das qualidades do outro e das afinidades lutam diariamente para que a história prossiga, de preferência com brindes em Veneza ou ao por do sol em Punta Cana, seguindo as últimas postagens do casal apaixinado do ano.

Na verdade o cenário pouco importa, o que leva o relacionamento para a frente não é o que o cartão de crédito pode proporcionar e o que o celular pode registrar para posteriormente compartilhar e sim o esforço mútuo para que dê certo, é a vontade de fazer o outro feliz, o companheirismo, a confiança, é querer bem mesmo após uma briga. é dormir na mesma cama mesmo querendo sumir, é saber a hora de ceder. é resiliência acima de tudo.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

SOLIDAO A DOIS


Por Paula Tubino


É indo ao cinema sozinha num dia qualquer, planejando o destino das férias com uma amiga, vendo o Fantástico na companhia do cachorro, numa sexta-feira em casa entre livros e filmes que eu descobro que estou mais sozinha estando com você que quando estou apenas comigo.

Não o culpo por isso, eu apenas esperava mais e esperar mais é muito para o meu ímpeto de intensidade, para a minha sede de viver uma história incrível e para o tanto que me esforcei em te fazer feliz.

Eu sei, é expectativa! Me perdôo por isso, assim como não me castiguei por tentar que desse certo, por pisar no freio para não invadir seu espaço, por tentar uma, duas, dez, 14 vezes. Me perdôo por ter deixado você entrar, por ter acreditado em ''nós'' e mais ainda, hoje me perdôo por deixar você ir.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

LIVRE, LEVE E LOUCA

Por Paula Tubino


Foi uma mensagem de bom dia que precedeu uma dessas imagens fofas de boa semana, mas o mais significativo foi justo a frase que assinava tal imagem, com a frase “Livre, leve e louca”.

Pouco atenta ao detalhe da assinatura, foi preciso um “ei, não sei por que, mas lembrei de você quando li essa frase”.

Livre sim, leve sempre e louca, digamos que cada um tem pouco, ou tem uma vontade latente de ser ou ter um momento de loucura. Digamos que tive essa vontade dia desses em que, mesmo brincando, recebi uma proposta tentadora de perder o juízo e a noção do perigo.

Louca também quando sai da sessão de terapia de casal virando as costas para aquele cara chato e infeliz que tentava me colocar numa gaiola com uma bela aliança na mão esquerda, mas me privando do que há de mais importante, a felicidade.

Assinei meu atestado de loucura quando larguei tudo e passei 28 dias velejando, sem data nem passagem de volta comprada ou quando me apaixonei por alguém que me fez montar uma mala em 1h e sair sem saber pra onde.

Deixar a programação livre e leve de sábado para dedicar o dia inteirinho a trabalho social também é considerado  um ato de insanidade para uns. Eu considero um ato de amor e felicidade.

A louca aqui é adestrada, mantém um equilíbrio socialmente esperado, vontades veladas e pensa seriamente que insanidade às vezes é responsável por belos momentos de felicidade. Essa louca que todo mundo tem dentro de si por vezes ganha meu corpo e meu pensamento e é dona das melhores historias vivenciada!


Livre, leve e louca é como deve ser a vida. É como quero que seja a partir de agora!

sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHERÃO


Por Paula Tubino (publicado em 20/12/2010)
Saio do almoço pensativa, com a palavra utilizada pelo reduto masculino ao apreciar uma mulher da mesma forma que cachorro no açougue. Ela, pouco mais de 1,65 de altura, pernas bem definidas, assim como bumbum, braços e barriga. Reconheço o esforço da moça que, sem duvida, despende muitas horas do seu dia a academia, outras ao nutricionista, procedimentos estéticos e com certeza carrega uma dura lista de restrições alimentares, porém, meu parâmetro para o uso da palavra "MULHERÃO" é outro...

Mulherão é quem acorda cedo pra malhar, para preparar os filhos pra escola, delegar as atividades da empregada e ainda continua correndo pra nao chegar atrasada na reunião com o cliente. É quem administra a casa, as compras, as contas, a loja e ainda acha tempo pro analista, tudo isso pra se tornar uma pessoa melhor para si e para o mundo.

Mulherão é quem administra uma empresa e fecha balancete no final de semana, ou atende clientes sisudos e cuida de crises de imagem numa semana em que sua vida pessoal está meio caótica. Mulherão é quem recebe uma ligação do marido enfurecido falando do botão da camisa que caiu e consegue achar a solução na maior calma... É quem lê os principais jornais pela manhã, mantem um livro de cabeceira, tem um dia assombroso e mesmo assim não esquece de honrar os seus compromisso e a vida social.

Dentista, depilação, mercado, unhas feitas, agenda milimetricamente organizada, com atividades fora do horario comercial... Só um mulherão sabe o que é administrar vida profissional e pessoal sem gafes, sem direito a regravação, sem rascunho. Mesmo sem ter o corpo que gostaria, vai dormir com a certeza de que fez o seu melhor...Conheço muitas delas, estão por ai, circulando pelo mundo e por horas passam despercebidas, nos seus terninhos ou vestindo um jeans qualquer, não mostram atributos aparentes, mas carregam uma lista enorme de caracteristas que as coloca como um verdadeiro mulherão.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

VALISE

De Christine Tubino por Paula Tubino


Sartre já dizia: “A vida é  um exercício de  equilíbrio entre nossas escolhas e suas conseqüências.”

É bem verdade isso!!!

Com o perdão da expressão, tenho estado de saco cheio, chateada mesmo, de andar de malas pra lá e pra cá, sem um CEP para chamar de meu e nem mesmo o barco, que por algum tempo serviu de “home sweet home”.

Valise pra cá, valise pra lá... Adaptar a rotina a uma mala e acostumar com a impessoalidade de viver num  hotel, ou de viver no sistema que cada casa oferece. Tarefa difícil para uma ariana decidida, dona de ideias e vontades intempestivas, mas que acima de tudo adora receber e colocar preguinhos na parede, com molduras de espelhos.


Um desafio que me reporta a minha querida “tia Boneca” e, aos desejos de viver uma vida cigana, em palavras ditas por mim... Lá se vai cinco anos que eu vivo de valise...pra lá e pra cá. Não agüento mais!Rendo-me a um domicilio fixo, de onde, provavelmente, não vou querer mudar, pelo menos não tão cedo... Assim espero!!!

A esta altura da vida, sou  obrigada a reconhecer meu caráter cigano, que me fez mudar 27 vezes dentro do Brasil. Digna de um know-how invejado pelos mais acomodados.


Sendo assim a vida desta cigana, é que me encontro às 9h da manha, num café, em Paris, com um dia livre. Livre pra pensar e fazer o que quiser. Liberdade que enjoa e aprisiona a ideia corriqueira de ter um domicilio fixo.


Estranhamente preza a esta idéia, por detestar este “momento valise”, a cada loja que passo e em cada vitrine, penso em vocês todas... Mulheres da minha vida!!!


Passei pela GAP, olhando a vitrine e pensando na Dione e suas blusinhas e shortinhos claros. Vendo esta moda dos brilhos, lembro que minha filha Paula, como bela réplica de Oxum, bem gostaria de vestir dourado dos pés a cabeça, mas, sensata e de bom gosto , ela se limita ao “casaquinho de Natal”, algo que ela costuma vestir com preto e jeans, com um leve amarrado na frente e que muito lembra as decorações de natal que fiz por anos, enquanto tive casa.


Lembrando de Natal, evitei as lojas, pois, eu já penso nos presentes de final do ano e tempo livre é uma tentação ás compras. Peguei o sentido do Seine, vou aos Les Bouquinistes  e de nada adianta. Lá se encontram os melhores ateliês da alta costura francesa, em especial para casamentos. Foi então que o sonho da minha filha Roberta não saiu da minha cabeça e por algumas horas foi também o  meu sonho. Consegui encontrar o tal modelito, criado pela alta imaginação da minha filha caçula. Ele é de fato lindíssimo!!! A manequim da loja se dispôs a experimentar e desfilar pra que eu visse o caimento da seda... Lindo, mas me certifiquei que ele tem dois gravíssimos defeitos: - ao movimentar-se, realmente aparece muito mais que o colo e desnuda o busto. O segundo e irreparável defeito: Ele foge do meu orçamento... Completamente! Para carregar o modelito na minha valise teria de desembolsar a bagatela de 16 mil euros!!!


Imediatamente me ocorre outra idéia ... Vou ao “Quartier”,  nas lojas de tecidos!!! Peço o desenho do modelo e tudo isso segue rumo a China, pois lá são confeccionados por 500 euros e entregue em casa, com nenhum custo adicional e sem peso adicional as minhas malas viajantes!

Essa era uma super ideia para um belo dia de sol em Paris! E, alguém livre pra fazer o que quer, ainda que aprisionada na ideia contra as valises, segue o longo caminho. Ok!Eu gosto de caminhar e, lá vou eu, vendo a moda de verão em Paris, esperando ansiosa pela sua chegada, assim como as brasileiras aguardam as coleções inspiradas nas vitrines francesas.


Pela estrada a fora, rumo as lojas de tecido, vejo tudo de lindo e rosa e penso na mini-perua da família, minha afilhada,  a Bruna, claro. Não resisti e compro o primeiro presentinho. O segundo, cartão para o Bob, meu marido e que faz uma falta tremenda nesses dias solitários. Caio num magazine de coisas de casa e penso: Ai que vontade de ter uma casa! Tudo se amplia na minha contrariedade as valises, que por sua vez, também aumentam pois, já estou com três sacolas,  saldo de um dia livre em Paris...


Na volta, num momento  de reflexão entro na igreja e, como é a Igreja de Saint Germain, fiz foto e comprei uma moeda dele pra enviar a minha grande amiga e irmã Isabel!


O dia acaba com um lanchinho rápido num desses bistrôs peto de casa, melhor, próximo a morada que me acolhe no momento, o hotel de sempre, para onde regresso quando o dia acaba, tentando acomodar entre velhas e novíssimas malas, valises e necessaires parte da minha rotina física, essas coisas que carregamos pra lá e pra cá em viagens e que no meu caso já completa uma rotina de memórias fantásticas e chega a exaustão a carência de algo tão simples, como um CEP.

Cansada do dia todo na rua, deito na cama pensando quantas coisas posso fazer com esse tal “tempo livre”, a saudades que sinto de todas as mulheres que fazem parte da minha vida e a vontade de ter passado este dia livre com cada uma delas, ou com todas ao mesmo tempo...Que festa seria!

Bjs a todas as mulheres da minha vida!!!! De Chris Tubino

SER OU NÃO SER DE NINGUÉM?


Por Arnaldo Jabor....

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.

Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois?
Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação".

Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida....
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix".A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho.

Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada.
Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter "alguém para amar".
Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram ( pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a ideia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras.

Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam.

A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender a amar se relacionando, trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo e não ser de ninguém é o mesmo que não ter ninguém também...É não ser livre para trocar e crescer...É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ahhh os meus amigos...

Tenho de todo tipo. Os do trabalho, que convivem nos melhores e piores dias; os que estão longe e provam que a distância é superável, pois se fazem presente a cada momento; os de infância que pouco contato tenho, muitas lembranças guardo e sempre que falo parece que foi ontem. Os de farra – desses todo mundo tem um punhado - é a relação movida a vodca ou qualquer outro destilado, presentes nos horários mais tardios e muito próximos a caixas de som. Também tem os amigos cools, culturetes, antenados e aqueles nem ai pra nada, que buscam a explicação para tudo na filosofia, antropologia, sociologia e tantas outras “ias”. Tem os amigos “pau pra toda hora”, aqueles que eu ligo quando fura o pneu, quando as lagrimas insistem em cair, nas noites em claro ou simplesmente pra almoçar num restaurante novo. São etnias, convicções, estilos, anseios, tudo tãaao diferente e ao mesmo tempo todos tão especiais.

São as minhas menininhas de antes, as de hoje, meus melhores amigos... é a família que não veio comigo, mas que escolhi para estar comigo. Amigos são amores sinceros, sem interesse, escolhidos por afinidade, energia, ou pelas diferenças e complementariedade.

Este post é dedicado a eles, que fazem das minhas noites mais divertidas e das minhas manhãs mais ensolaradas, muitas vezes pelo simples fato de saber que estão ali, perto ou longe, sempre presente de alguma forma e prontos para partilhar dos mais variados momentos.

A vocês, Feliz dia do amigo!!



Por Paula Tubino
De 20/06/10


sexta-feira, 13 de julho de 2012

CADERNINHO THE END

Por Paula Tubino

Sexta-feira. O relógio marcava 00h52 quando veio uma vontade súbita de abrir o berreiro. Motivo especifico não tinha, um acumulo de muita coisa, misturada com alguma expectativa e a frustração de algumas escolhas, ou a falta delas.
Olhar para frente e ver que não vai dar certo dá uma vontade imensa de chorar. Começar tudo de novo da preguiça e essa preguiça também da vontade de chorar. Ter que falar para as pessoas que não deu certo dá vontade de chorar e, decididamente, a TPM potencializa tudo isso.
é energia, tempo, cuidado, zelo, carinho, atenção... é abrir a vida e ter que fechar de repente. E o sentimento de ambos...é a lei cíclica da vida.

Reconheço meus defeitos e sei que não é fácil lidar com a minha “Sindrome de Princesa”. Eu cobro prioridade,  gosto de mimos e não aceito nada menos do que doo e, como todo ser humano, não consigo controlar  a expectativa, responsável maior por frustrações e mágoas.

Não vou ficar brigando e expondo o que penso. Não faço o tipo chata que fica reclamando e puxando DR toda semana, eu vou anotando no meu caderninho mental, até que um dia não cabe mais na página e ai não cabe mais em mim....

The end

terça-feira, 22 de maio de 2012

PROCURA-SE A BARBIE

Por Paula Tubino
 
Arquetipos. Isso foi tudo o que escutei durante aquele jantar. A filha de psicanalista, terapiada e observadora consegue rir por dentro sem mexer um musculo sequer da face, ao perceber as constuções idealizadas dos outros. Em cada detalhe mencionado um percentual alto do estereótipo idealizado, algo que para os padrões de hoje é inexistente e panoramas que não concordam.

Ele tem um objetivo claro: casar. Se nao bastasse o susto que essa informação causa num primeiro encontro, não é com qualquer mulher, é com a mulher perfeita (ou nada perfeita, mas sem vivencia, ou sem verdades). Algo como a "Sandy da minha época", porque essa que esta no mercado é avançadinha demais para o que ele deseja.

Estipulado o número máximo de namorados que a "mulher perfeita" deve ter - sim, ele não pode ser o único, para que ela não tenha vontade de conhecer o inusitado e não pode ser mais que três. Não pode beber, no máximo uma (1) taça de vinho. Fumar nem pensar, baladeira de forma alguma, separada nunca e com filhos jamais. Ela tem que ser assim, assim, assim... um arquétipo.

Não sei quanto tempo é posisvel enrolar alguém, nao gosto disso, exponho o meu modo, me mostro, revelo minhas chatices e segredos, conto o que devia e o que não devia, mas não sei ficar assim, na projeção do outro. Em cada frase eu eliminava um percentual mínimo de algo dar certo entre a gente. Mulher perfeita é a Barbie e só.

Ponderei algumas falas, contei a historinha que eu mais gosto - do cara que procurava a mulher perfeita - mostrei o quanto era subjetivo tudo aquilo e ri, ri muito por dentro. Confesso que até achei bonitinho o cara que ainda acredita em conto de fadas e sonha com um casamento lindo, com a construção de uma família perfeita e com uma vida tão idealizada, mas eu sou mais real, leio auto ajuda desde os 13 anos, biografias desde os 16, sou fã de Tom Jobim e Nelson Rodrigues e larguei os romances aos 20.

Ora querido, as pessoas querem sair comigo porque eu sou divertida, inteligente, bonita e não porque eu sou um ideal de mulher para casar. Ou você acostuma a ter uma mulher que brilhe tanto ou mais que você ao lado ou procura as burrinhas e sonsas.  Acredite, essa dupla de personalidades não concorda em nada e vou até além, a mulher mais inteligente e mais esperta que eu conheço nem pensa em casar, isso é para quem está num nivel medio de inteligencia, tipo eu e você.

domingo, 8 de abril de 2012

TESTE CAM

Num desses nossos encontros, que reúne a tal mulherada, algumas casadas, outras enroladas, poucas sozinhas, algumas desiludidas. Rimos muito das confidências ali compartilhadas e lamentamos alguns términos sempre com um olhar sensível de "Você vai superar, ele nem era tão bom assim..."

Entre alguns projetos de viagens, frustrações e historias hilárias, a confissão: Ela entrou em um site de relacionamentos. Bonita, bem sucedida, extrovertida, inteligente... o que faltava ali ninguém conseguiu identificar, mas segundo a reu confesso, a palavra é preguiça! Preguiça de gente estranha, baladeira, volátil, efusiva e complicada. Preguiça de quem não leva nada a sério ou finge que leva.

Esperta, não expôs sua figura, até porque é bem provável que sua cotação fosse um tanto alta com a dita foto e, discrição ainda era uma qualidade pessoal e admirável nela. Escolheu seus pretendentes. Eles, todos com foto, lógico.

Entrou em contato com alguns, com uma mensagem única e evasiva. Poucos retornaram e mesmo assim, pediram a dita foto. Resolveu testar um da lista e, no chat, apos muita insistência, abriu um video para que ele a visse. O sorriso do outro lado da Cam e a tal frase: Você é uma mulher muito interessante. Mais uns 5 minutos de conversa e ela decidiu por acabar com tudo aquilo. Ora, melhor sozinha que ter de passar por teste com video cam. Nós concordamos, mulher bem resolvida não precisa passar por isso. Escolhe entre os que passam e não espera para ser escolhida.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

PERFEITAMENTE IMPERFEITO

Não se sabe bem ao certo o porque, mas ela encanta. Dizem que é porque leva a vida de um jeito leve, sem frescura, é divertida, fala com  propriedade, é inteira e não metade. Conhece muita gente, mas tem poucos e fieis amigos. É mutável, racional, mas nem tanto...Andam dizendo que ela é perfeita!

Ora, o conceito de perfeição é muito pessoal e inatingível, mas o que faz com que ela escute isso e continue em carreira solo?

"Você é perfeita". Ela confessa que não ouviu estas três palavrinhas apenas uma vez e nem de uma só pessoa, mas o mais intrigante, não ficou com nenhuma dessas pessoas. Sorte das imperfeitas!

sexta-feira, 23 de março de 2012

TATUAGEM

Por Paula Tubino


Eu queria tatuar você aqui. Porque ai eu teria uma dor física para justificar as 10 lágrimas que eu deixei cair e teria apenas a lembrança do quanto você foi especial,  gravada no corpo e na alma. Ainda não consegui voltar pra casa, tirar a mala do carro e apagar a nossa historinha das mensagens do celular. Isso fica pra outro dia, porque hoje a missão é esquecer. Mais curto do que devia, mas envolvente que eu previa, assim feito furacão, chegou bagunçou tudo e partiu. Eu lamento. Você perdeu muito e eu perdi você...

quinta-feira, 15 de março de 2012

MORRER É IMORAL

Por Paula Tubino (Publicado em 20/09/10)

Eis que estou aqui, pronta para a Missa de dois anos de falecimento de uma pessoa muito querida, nem tão perfeita, mas alguém do bem que sem avisar-me antes foi embora desse mundo. Poxa tinha que cair ali naquela curva do asfalto? Tão pertinho? Tinha tanto orgulho do super piloto e do super-homem que era.
Triste e irritada com esta circunstancia chamada MORTE. Fico aqui pensando que, definitivamente, Morrer não é justo e a injustiça é com quem fica.Reflito e penso... E os planos? E se você combinou de passar na padaria? E o terno que está na lavanderia? Mas como assim? Já pagou um plano anual na academia e nem desfrutou dos benefícios. Marcou viagem, comprou roupa nova, agendou jantar e não vai comparecer porque simplesmente morreu. Sequer vai conhecer a Grécia, nem vai estar no casamento do seu melhor amigo, não vai desfrutar de férias na beira da praia e também não estará presente na reunião de segunda-feira, aquela com um cliente em potencial.
INJUSTIÇA. Ficam os planos, fica a saudade, fica agenda lotada de compromissos, as promessas de uma vida mais saudável, o carro, a fazenda, os sapatos, a coleção de óculos... Ficam as fotos.
Ele ligou, disse que estava chegando, marcou de sair pra comer uma pizza. Era sábado e ninguém deve morrer num sábado, sem avisar antes e deixar as pessoas esperando. Isso é mais que falta de educação é um descaso da vida. E agora? Quem vai me prender em casa no final de semana? Quem busca minha prima na escola? Quem assume a obra do portão? Quem faz companhia para a minha tia no domingo a tarde...
Morrer é imoral porque eu nem consegui dizer o quanto você é especial e tamanha é a saudade que sentimos. Não, eu não errei a concordância, você É para sempre, mesmo sei la onde. O seu astral era contagiante e justamente por isso não poderia trascrever qualquer "muro das lamentações" por estas linhas. Prefiro lembrar dos bons momentos que passamos ao seu lado e das melhores recordações. Queria dizer que você é insubstituível sim, mas mesmo assim, nós (amigos, família) ajudamos a cuidar das suas fofas, fica tranquilo, mas vai sabendo que me deve essa e uma pizza no sabado ai no céu.
Mas olha, queria contar uma coisa que também só descobri depois que você se foi, os mortos viram pessoas maravilhosas e perfeitas. Aproveita seu titulo de "cidadão perfeito" e conta isso pra todo mundo ai no céu. Conta também que quando a gente se encontrar EU que vou puxar a sua orelha porque a pizza do sábado sem você nunca mais foi a mesma, mas tomara que demore porque se eu chegar ai sem avisar a minha mãe ela me mata.


***Essa crônica eu dedico ao Lydio, que nos deixou há curtos dois anos e ao meu querido avô, pessoas maravilhosas que compartilharam suas vidas conosco e que sumiram do mapa, assim, sem deixar nem o telefone  e  e-mail do céu. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

MULHERÃO??!!

Por Paula Tubino (publicado em 20/12/2010)
Saio do almoço pensativa, com a palavra utilizada pelo reduto masculino ao apreciar uma mulher da mesma forma que cachorro no açougue. Ela, pouco mais de 1,65 de altura, pernas bem definidas, assim como bumbum, braços e barriga. Reconheço o esforço da moça que, sem duvida, despende muitas horas do seu dia a academia, outras ao nutricionista, procedimentos estéticos e com certeza carrega uma dura lista de restrições alimentares, porém, meu parâmetro para o uso da palavra "MULHERÃO" é outro...

Mulherão é quem acorda cedo pra malhar, para preparar os filhos pra escola, delegar as atividades da empregada e ainda continua correndo pra nao chegar atrasada na reunião com o cliente. É quem administra a casa, as compras, as contas, a loja e ainda acha tempo pro analista, tudo isso pra se tornar uma pessoa melhor para si e para o mundo.

Mulherão é quem administra uma empresa e fecha balancete no final de semana, ou atende clientes sisudos e cuida de crises de imagem numa semana em que sua vida pessoal está meio caótica. Mulherão é quem recebe uma ligação do marido enfurecido falando do botão da camisa que caiu e consegue achar a solução na maior calma... É quem lê os principais jornais pela manhã, mantem um livro de cabeceira, tem um dia assombroso e mesmo assim não esquece de honrar os seus compromisso e a vida social.

Dentista, depilação, mercado, unhas feitas, agenda milimetricamente organizada, com atividades fora do horario comercial... Só um mulherão sabe o que é administrar vida profissional e pessoal sem gafes, sem direito a regravação, sem rascunho. Mesmo sem ter o corpo que gostaria, vai dormir com a certeza de que fez o seu melhor...Conheço muitas delas, estão por ai, circulando pelo mundo e por horas passam despercebidas, nos seus terninhos ou vestindo um jeans qualquer, não mostram atributos aparentes, mas carregam uma lista enorme de caracteristas que as coloca como um verdadeiro mulherão.

terça-feira, 6 de março de 2012

BILHETE


 Por Paula Tubino
"Pelos abraços, risadas, carinhos e tudo mais que conseguimos fazer juntos. Pelo calendário contado, o coração disparado e por não querer dividir você com ninguém, nem em pensamento. Por ver você feliz ao meu lado, pela cama que surge como o melhor cenário do final de semana.. Porque a balada perdeu a graça e porque sem graça fico quando você vai embora. Porque o sol tem um brilho impar quando você está ao meu lado e todo o calor do mundo vira piada entre coxas, braços, pêlos e beijos. ´E que foi paixão a primeira vista, alimentada por cada reencontro e fala desconcertada. Não deu para controlar. Não sou mais dele, não sou mais tão minha. Sou parte sua, mas não vacila que o sentimento pode mudar". O bilhete ficou em cima da mesa e ela bateu a porta. Era a tradução de alguns momentos, pensamentos soltos consolidados em frases, era verdade, mas com prazo de validade. Era o dia de hoje, mas pode não ser o de amanhã... 
Tempo, tempo, tempo, que faz tudo nascer e morrer... Perecível é o tempo!

BANCO DE RESERVA

Por Paula Tubino O Juiz apita. Começa o jogo. Com toda a expectativa dos patrocinadores e da torcida, o titular entra em campo. O objetivo é não desapontar, apresentar o seu melhor, é o potencial que está em jogo ou os momentos felizes que proporciona ao outro - vulgo torcida - Mais que isso, é a expectativa do outro. Pode justificar como quiser, mas já treinou o suficiente e chega uma hora em que os erros não são aceitáveis , são observados atentamente e, com a reincidência, a troca é feita. No futebol, quando um jogador titular não apresenta o resultado esperado é substituído por um jogador do banco de reservas. Lá está ele, o "plano B", aguardando sua chance, pronto para ser escalado, sagaz por uma oportunidade, por uma brecha para mostrar resultado e ganhar espaço, louco por uma oportunidade. No futebol é assim. Na minha vida também.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CTRL + ALT +DEL

Por Paula Tubino

Um cara sem ambição. Esse foi o estopim para que uma amiga desistisse de sair com o cara novamente. Não era dinheiro, status ou poder e sim ter um sonho máximo de um emprego mais ou menos, uma noite mais ou menos, um papo mais ou menos e provavelmente buscava uma pessoa mais ou menos. Decidida, parou de atender as ligações e não topou mais sair com o "cara mais ou menos".

Após o relato comecei a refletir sobre o que faz com que eu abra mão de alguém, as vezes até sem conhecer direito, nas primeiras falas, no contato, nos primeiros minutos de uma aproximação e, em outros casos após constatações reveladas paulatinamente. É um tanto "sui generis", mas confesso, sou sensorial e acredito em sincronismo! 

Tem que bater o olhar, o cheiro, o toque, o timbre da voz e terminar com risadas. Nada mais nostálgico que uma noite sem gargalhadas ou,  ao menos, sorrisos discretos. Nada mais interessante que uma conversa com um homem inteligente, com historias divertidas e que acha graça do que você fala. Timbre de voz é algo que eu não sei bem explicar, mas algumas soam bem, outras não. O toque pode ser um abraço, a forma de aproximação ou o que for, o importante é como essa troca de energia chega. 

Sobre cheiro, é o quesito fútil, mas como adoro perfumes, alguns são simplesmente intoleráveis, não combinam com a minha essência e isso já é motivo suficiente para derrubar alguns pontos da investida de qualquer um. Sobre o olhar, nada a declarar. Cada um sabe o que conta e o mistério que carrega na retina.

E já ia esquecendo, pode gostar do gênero musical que for, ter as experiências mais loucas da vida, mas se o cara revela que nunca conseguiu ler um livro do inicio ao fim, se demonstra erros ortográficos e não tem bagagem cultural, esquece...pode tentar uma mulher mais ou menos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CARREIRA SOLO

Por Paula Tubino

E um dia você redescobre o quanto é bom ter um dia exatamente assim. Uma semana, um mês e quanto tempo for necessário. Ir e vir, fazer tudo o que tem vontade, escolher os lugares, as pessoas, os horários - não ter horário - nem compromisso, passar horas na livraria, passar da hora no trabalho, mudar de ideia 1h da manhã, achar graça do cara que tenta uma cantada no transito, ouvir elogios ao pé do ouvido e fazer novos amigos.
É um coração recuperado, que bate feliz e que reconhece cada novo movimento da vida. É gente nova que entra, que vai, que fica... Não tem peso nas costas, não tem saudade, não tem nada... é só mais uma etapa de aprendizado.
São passos de pegada firme no chão,  de alguem que anda pela rua cantarolando, encantando mais que cantando, feliz por cada etapa que vive  em carreira solo, promessas nem tão sinceras,  diversão com pouco coisa...é ouvir Djavan e não sentir nada...absolutamente nada!
É estar feliz por tudo, ou por nada. É viver a programação de uma viagem, ou um voo que sai em poucas horas, são planos novinhos, outros personagens e dias sem rotina. Alguem que ainda sente medo de se envolver, mas que topa o que o acaso apresentar.